Boa noite leitores! Hoje foi noite do 51o Grammy Awards em Los Angeles (CA), EUA! O Grammy Awards acontece aqui na minha cidade, ui que chique... e ele nada mais é do que o reconhecimento pelo trabalho realizado por artistas, atribuindo a estes a proficiência técnica e excelência em geral dentro da indústria da música. Hoje foram premiados vários artistas de diversas categorias musicais.
Apesar do script do Grammy ter sido um perfeito desastre este ano, com direito a piadinhas que não arrancavam nem meias risadas da platéia, a noite da premiação foi bem interessante. 'Interessante' é uma palavra em português que eu gosto muito porque ela pode ter significados diferentes. O Grammy Awards foi interessante em vários sentidos, a começar não só pela música, mas também pela moda que circulou com a chegada das celebridades no tapete vermelho. Começa aqui a minha diversao kkk os elogios e as risadas, claaaro.
Paula Abdul reencarnou a Cleópatra com um modelo um tanto quanto antiquado, machucou meus olhos com seu vestido amarelo em forma de... de... bem, nao tinha forma de vestido não. Aliás, retiro o que eu disse, estou ofendendo a Cleópatra. Jordin Sparks, que sentou bem atrás de Paul McCartney, devia estar relembrando a morte dos outros Beatles com um vestido estampado preto funerária. Paris Hilton apareceu com 1/4 de vestido - deve ter esquecido de pedir para o costureiro terminar o vestido quando o mesmo chegou na virilha. Para minha alegria, a maravilhosa Alison Krauss, que eu aaaamo, estava elegante num vestido roxo escuro, bonito e discreto. Os homens arrasaram no guarda-roupa neste Grammy, cada vestimenta mais linda do que a outra, mas Coldplay ganhou todo meu crédito, os caras arrasaram no style. Coldplay foi um presente na noite do Grammy. Performance incrível de músicas do álbum "Viva La Vida" e foram premiados três vezes na noite.
Uma das minhas performances favoritas foi a de Radiohead, originalíssima, e acompanhada pela USC Marching Band, que deu um show a parte. Foi lindo, um show de percussão e saxofones misturados ao som de guitarra, foi lindo demais...
Os roteiristas do Grammy exageraram nas piadinhas sem sal e mencionaram o "The Beatle Fighter" ao se referirem à performance de Paul McCartney com o vocalista do Foo Fighters, Dave Grohl. Grohl, por sua vez, arrasou na bateria. Lógico que depois da piadinha infame, o Beatle ficou com cara de paisagem, mas nada que o impedisse de encantar o público e a indústria com "I Saw Her Standing There".
Jennifer Hudson, vocalista poderosíssima que já tinha ganho Oscar e Grammy pela atuação no filme musical "Dreamgirls", teve muita coragem em se apresentar na situação dramática que passou recentemente com o assassinato da mãe, irmão e sobrinho, e me emocionou demais com a sua performance "You Pulled Me Through". A admiro muito por ter enfrentado essa dor tão grande e se manter firme com a força de Deus, a quem ela agradeceu em primeiro lugar por ter recebido o prêmio por melhor álbum R&B. Uma mulher de muita força que foi introduzida na noite pela ex-Diva Whitney Houston, que me chocou pelo seu estado mental. Ela estava linda, e parecia bem, mas ao abrir a boca, ai... ela estava irreconhecível, bem detonada por causa das drogas que usou, e foi muito triste de se ver.
Enquanto Whitney surpreendeu com sua aparição, Chris Brown sumiu, nao deu nem sinal de vida no Grammy e mais tarde foi dado como preso, possivelmente por agressao a sua namorada, a cantora Rihana, que também nao apareceu no Grammy por motivos obvios.
Justin Timberlake substituiu Brown, e muito bem. Justin é talentoso demais, possui uma veia musical incrivel, eh flexivel, e tem uma voz linda mesmo. Lógico que sua voz não é tão poderosa como a de Al Green, que cantou com ele "Let's Stay Together". A voz de Justin sumiu um pouco perto da voz de Green, mas detesto quando o artista só começa a gritar pra mostrar que tem uma voz incrível e se sobressair matando a performance do outro. Dueto é dueto, e harmonizar as vozes faz com que a parceria seja boa. Para mim a apresentaçao deles quando juntos, foi um desastre.
John Meyer também roubou a cena, mas da melhor forma possível. Estava como sempre o maior gato da noite, e arrasou ao lado de, nada mais nada menos que... BB King! John Meyer eh um dos artistas que mais gosto da atualidade, e nao me conformo ate hoje de nao poder ter ido ao seu show com a Colbie Caillat quando eu morava ainda em San Francisco. Meyer ganhou o Grammy competindo com Paul McCartney. É aquela história... comparando agora dois tipos de arte, Meryl Streep já nao ganha mais Oscars pq nao tem mais graca... O que um Paul McCartney vai ganhar tendo só mais um Grammy hehe o cara é uma lenda viva, um Beatle... por que entao nao dar um credito a um artista maravilhoso como John Meyer? John Meyer eh merecedor, um musico excelente que merece ganhar uma premiacao como esta. E ele arrasou com BB King, nao é para qualquer um MEEEESMO.
Ai leitors, minha maior alegria da noite foi ver Robert Plant e Alison Krauss ganharem cinco vezes o premio pelo album e musicas do "Raising Sand". Esse cd não sai do meu carro. "Gono Gone Gone" e "Please Read the Letter" são o meu vício atualmente. Plant e Krauss foram os top ganhadores da noite, e eu celebrava com minha amiga a cada premiação, estava torcendo por eles mesmo. Eu sou apaixonada por esses dois, fazem música de qualidade, e agem com tanta simplicidade. Robert Plant é uma lenda dos tempos de Led Zeppelin. Eu só queria que ele e Krauss tivessem cantado o album inteiro deles no Grammy hehehe q maravilhosos, q lindooooooooooooooos! Ganhei a noite com a premiacao deles!
Stevie Wonder dispensa comentarios, meu vocalista masculino preferido... como sempre perfeito. Eu esperava uma performance solo da Taylor Swift, mas INFELIZMENTE ela cantou com a gralha da "Hannah Montana", que gritava tanto que nao dava nem pra apreciar a suavidade da voz de Taylor. Outra voz bonita e musica boa foi a premiada como novo talento, Adele, que teve uma performance sem exageros, e nao muita caricaturada - apesar do vestido "cogumelo". Neil Diamond foi outra boa surpresa do Grammy Awards, e cantou "Sweet Caroliiiine...", ai q delicia...
A pior performance da noite foi de Katy Perry, ai que coisa mais horrorosa... eu vi o palco todo lindo, um estilo Carmen Miranda, e veio a maior decepção. Uma "cantora" com uma voz horrível, sem talento algum, sem charme, sem nada, muito menos - como disse uma amiga minha - o sorriso da nossa Carmem Miranda. Ela cantava "I Kissed A Girl" tão mal que parecia uma cantora ruim de karaokê. Pra ser sincera, qualquer cantor de karaokê cantaria melhor do que aquela Katy. Além disso, uma performance muito feia, ela parecia uma pulga pulando no palco. Mas nada me fez rir mais do que a chegada de uma joaninha à la Charlie Chaplin no palco. A grávida M.I.A. entrou com um vestido branco e preto de bolinhas. Parecia que estava com uma fralda. Ridiculo "outfit" à parte, ela cantou bem. A produção do Grammy este ano foi muito ruim, e fiquei chocada com a quantidade de playbacks utilizados, até mesmo com a apresntação da música "American Boy", que para mim foi uma das músicas que mais tocou nas rádios americanas.
Talvez a performance não tenha sido excepcional, mas eu gostei demais de ter visto Jamie Foxx, Ne-Yo, Smokey Robinson and Duke Fakir juntos no palco. Gostei demais da apresentação, e quase tive um treco quando começaram a cantar "I Can't Help Myself (Sugar Pie, Honey Bunch)." Essa é uma das músicas americanas que eu mais amo, e uma das performances que marcaram minha infância. Na época eu assistia com a minha mãe o concerto "Sisters, in the name of Love", no qual Patti Labelle, Gladys Knight e Dionne Warwick cantavam juntas essa música.
Acompanho o Grammy Awards desde criança por influencia dos meus pais, e daí também vem meu gosto musical tão eclético. O Grammy hoje talvez nem seja mais tanta referência para qualidade de música, pois a maioria dos artistas que estão na mídia hoje são mais comerciais do que possuem qualidade, principalmente com a ajuda da tecnologia que corrige erros grotescos de músicos e vocalistas em estúdio, playbacks que são tocados ao vivo, etc, então qualquer porcaria de artista pode se apresentar bem. Mas grandes nomes da música ainda se apresentam no Grammy Awards, e muitos dos melhores já passaram pela academia, mesmo quando a tecnologia ainda não superava a capacidade humana de ser talento.
Para mim é sempre gostoso assistir a premiação. Para quem gosta muito de música e gosta de acompanhar diversos estilos musicais, é sempre um ótimo entretenimento.
Vamos ver mais comentários nas notícias da semana e continuar fazendo música! Havendo novidades, é lóóógico que eu vou postar aqui kkk
Boa semana leitores!
Malu xxx
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PS: Grammy Awards Album of the Year: "Raising Sand," Robert Plant and Alison Krauss; T Bone Burnett, producer; Mike Piersante, engineer/mixer; Gavin Lurssen, mastering engineer (Rounder). WOWOWOWOOWOWO
